quinta-feira

Resenha crítica

Reciclando Ideias

O Documentário "Lixo Extraordinário" se inicia com aapresentação de um artista plástico Brasileiro chamado Vick Muniz em umprograma de televisão. Explica ele que por um acontecimento incomum conseguiuapoio financeiro para se mudar para os Estados Unidos e logo após muitotrabalho pôde dar inicio a sua carreira artística, e ainda retrata algumas desuas obras mais importantes e descreve o material com que elas foram feitas.Vick Muniz diz querer ser capaz de mudar a vida das pessoas transformando omaterial considerado inútil em uma ideia, uma arte. Em busca de materiais a conselhode um colega de trabalho, tem a idéia de retornar ao Brasil, em uma favela doRio de Janeiro para realizar mais um de seus trabalhos. Ele vai para um aterrosanitário chamado “Gramacho” e lá convida alguns catadores de materiaisrecicláveis para auxilia-lo em seu estúdio com suas obras. Ao se relacionar comos catadores, cria-se um vínculo afetivo entre eles e decide que de suasfotografias realizará suas obras.
Aodecorrer do documentário se acompanha a vida de cada um dos catadores quetrabalham no estúdio, conhecendo melhor suas experiências de vida, suasconquistas e opiniões. Um dos catadores que demonstram mais determinação esentimento de liderança é um homem chamado Tião, que com muito trabalho conseguiucriar uma associação chamada ACAMJG (Associação de Catadores do AterroMetropolitano do Jardim Gramacho), na qual ajudava os catadores a terem umavida melhor e mais digna, e dentre os que trabalhavam com Vick, ele foi escolhidopara ir a Londres assistir a obra que fora baseada em sua foto ser leiloada.Com o retorno de Tião e Vick ao Brasil, todos que ajudaram na realização daobra foram visitar a exposição de arte na qual as imagens que eles serviram demodelos estavam expostas, lá eles foram entrevistados e deram seu depoimento decomo foram inseridos em todo esse grande projeto.
Aexposição de “Retratos do Lixo” de Vick recebeu mais de um milhão de visitantese rendeu mais de 250 mil dólares, que fora totalmente investido na ACAMJG einaugurado um centro de ensino. Foi anunciado que o aterro do Jardim Gramachoserá fechado em 2012, porém a ACAMJG se responsabilizou a dar toda aassistência necessária aos catadores nessa transição. O trabalho do grandeartista plástico Vick Muniz mudou a vida de todos os catadores do Vale doJardim Gramacho, dando-lhes uma oportunidade de saírem do lixão e terem umavida digna, com mais conforto e com o ideal de nunca desistirem dos seus sonhos.
Apesarde trabalharem num aterro, aquelas pessoas pareciam mais felizes do que muitasdas pessoas de classe média que vemos em nossa sociedade atual. Essas pessoascom mais condições de vida, parecem não se satisfazer com qualquer coisa, estãosempre buscando um sentido para a vida, e boa parte disso é em decorrência denosso modelo econômico capitalista, que induz a população a consumir cada vezmais. Enquanto a classe média consome tudo que o dinheiro pode comprar, sem seimportar com o lixo que produz, esses catadores reciclam o lixo e fazem sua partepara a construção de um mundo melhor, mostrando muito mais valores do que amaioria da população. É preciso então uma reciclagem de ideias na sociedade,para que a população possa refletir a respeito do mundo onde vivem e de comosuas ações podem modificá-lo.
Gabriella Fauth Baum de Oliveira
2° Período Psicologia - Manhã

Relatório

Dia 19/09/11

          Fizemos uma atividade avaliativa em sala de aula, na qual o objetivo era criar certas coisas (música, desenho, dramatização) de acordo como tema de práticas extensionistas. Meu grupo ficou com a tarefa de desenhar algo que representasse uma prática de extensão. Pegamos alguns pilotos para quadro branco e começamos a desenhar no quadro. Iniciamos com a ideia de representar uma comunidade, com algumas casas, árvores, e crianças juntas sorrindo. Desenhamos em seguida alguns lixeiros que possuíam sua separação para a coleta seletiva. Desenhamos também uma cidade ao lado, a FITS e algumas indústrias produzindo poluição, caracterizando os problemas da sociedade. A FITS representava o elo entre a comunidade e a extensão do conhecimento. Foi então que tivemos a ideia para o título do nosso desenho: “Reciclando ideias”. Seguimos o raciocínio de que não é necessária apenas a realização de projetos que mudem a qualidade de vida das pessoas, mas que façam elas refletirem a respeito dos problemas da sociedade e da importância daqueles projetos que estão sendo feitos. É necessário que as pessoas entendam o que está sendo feito e a importância dessa ação para elas e para as outras pessoas. Adorei esta dinâmica, pois pudemos colocar em prática nossas ideias e conhecimentos reunidos a cerca da extensão de uma forma divertida. Ao final da aula, a professora nos disse para assistir o documentário "Lixo Extraordinário" e fazer uma resenha crítica sobre ele.

Relatório


Dia 05/09/11

         Neste dia fizemos uma "excursão" pela faculdade para conhecer melhor as áreas onde as extensões são praticadas dentro da própria faculdade. Começamos pela  sala de pesquisa e extensão, na qual paramos em frente e ouvimos a professora explicar a respeito de todo um processo para a prática extensionista, desde a elaboração de projetos de pesquisa e extensão, até ser aprovado e posta em prática. Depois disso, andamos pelos dois blocos da faculdade e a professora nos falou sobre alguns projetos que eram realizados na faculdade, como o de reciclagem de lixo. Visitamos também o NAPPS (Núcleo de Apoio Pedagógico e Psicossocial) onde ouvimos e falamos com uma pedagoga e uma psicóloga, responsáveis pelo trabalho realizado nesse local. Em seguida, andamos até a clínica de fisioterapia, na qual professora nos mostrou o espaço onde são realizadas as ações de atendimento à comunidade, de acordo com os projetos de extensão elaborados pelos alunos. Foram entregues também os fichamentos, dessa vez corrigidos, após a visita a clinica.

sexta-feira

Aspectos históricos e conceituais da extensão universitária brasileira

De acordo com Nogueira (2005), as primeiras ações extensionistas no Brasil surgiram em forma de cursos e de prestação de serviços, por influência inglesa e americana, respectivamente.  É através do modelo europeu que o Brasil inicia suas atividades extensionistas, onde a antiga Universidade de São Paulo é apontada como a primeira instituição de ensino superior no país a desenvolver atividades de extensão. Nessa época de início no Brasil, as camadas populares praticamente ignoraram as atividades desenvolvidas na Universidade Popular, pois os temas abordados não eram de interesse da massa, ou seja, não eram voltados para os problemas vividos no cotidiano dessas pessoas. Após a publicação do Estatuto das Universidades Brasileiras, Decreto de 1931, ficou claro que o objetivo da extensão universitária seria beneficiar as pessoas que não tem acesso à universidade, propagando o conhecimento acadêmico e elevando o nível da cultura geral do povo. Porém, essas atividades eram exercidas de forma isolada e dependente do ensino e da pesquisa, limitando-se a divulgação das pesquisas produzida nas universidades, com um ensino elitista para uma camada privilegiada da população.
Em 1961, houve a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, onde novamente podemos perceber uma grande distância entre o texto legal e a prática. Reduzia-se ainda mais a cursos ministrados por docentes e dirigidos à pessoas que de certa forma já estavam ligadas à essas universidades. Por esses e outros motivos, a partir da década de 60, estudantes universitários realizaram intensa atividade extensionista, porém desvinculada das universidades. A União Nacional de Estudantes (UNE) tinha a proposta de levar os estudantes a participar de ações sociais nas comunidades carentes, possibilitando uma reflexão sobre as ações realizadas. (NOGUEIRA, 2005)
Deste modo, com o passar dos anos, depois de muitos conflitos políticos e ideológicos, a extensão universitária brasileira foi se modificando e aperfeiçoando-se aos poucos, criando novas políticas de extensão, sendo elas: Plano de Trabalho de Extensão Universitária; Programa de Fomento à Extensão Universitária - PROEXTE;  Plano Nacional de Extensão Universitária. Este último Plano reafirma a extensão universitária como processo acadêmico definido e efetivado em função das exigências da realidade, indispensável na formação do aluno, na qualificação do professor e no intercâmbio com a sociedade. Dá prioridade às práticas voltadas para o atendimento de necessidades sociais emergentes, como educação, saúde, habitação, geração de empregos etc. Assim, tem-se hoje como princípio, que para a formação do profissional cidadão é imprescindível sua efetiva interação com a sociedade. (NOGUEIRA, 2005)


Relatório

Dia 22/08/2011

Nesta aula, os alunos se sentaram em círculo na sala de aula, para que cada um falasse um pouco a respeito do livro que fichou. Houve uma pequena confusão em relação a isso, pois a maioria da turma não sabia o tipo específico de fichamento que deveria ser feito, por isso, após as devidas orientações, ficou combinado com a prof.ª que todos trariam o fichamento de resumo pronto para a próxima aula. Depois disso, cada um pôde falar um pouco sobre o que aprendeu a respeito da extensão universitária, como surgiu, para que serve, quais seus objetivos, qual a sua história etc., referindo-se ao livro que escolheu.

O surgimento da extensão universitária no Brasil


A extensão universitária surgiu na Inglaterra, no século XIX, com uma nova idéia de educação continuada, destinada à população adulta em geral que não estava na universidade. É através desse modelo europeu que o Brasil inicia suas atividades de extensão. A extensão universitária nos EUA também influenciou as ações extensionistas das universidades brasileiras, nas quais a influência inglesa foram os cursos, e a influência americana foi a prestação de serviços. (NOGUEIRA, 2005)
A extensão universitária teve início no Brasil entre os anos de 1911 e 1917, na Universidade Livre de São Paulo, através de conferências e semanas abertas ao público, mas tratavam de temas que não estavam relacionados aos problemas sociais e políticos da época. Foi só em 1931, com o Decreto do “Estatuto da Universidade Brasileira” que foram delineadas as atividades de extensão com o objetivo de apresentar também soluções para os compromissos sociais e de interesse nacional. Já na década de 60, que teve como marca a mobilização popular e reformas sociais, as atividades de extensão passam a focalizar a inserção na realidade sócio econômica, política e cultural do Brasil, sempre em busca da transformação social. (CARBONARI, 2007)
Pouco tempo depois da publicação da legislação em 1931, várias instituições de ensino superior são criadas. Porém, essas atividades ficavam isoladas e dependentes do ensino e da pesquisa, limitando-se a divulgação de pesquisas direcionadas para uma camada privilegiada da população. É somente no início da década de 1960 que percebemos uma primeira mudança nessa concepção. É quando aparecem ações de compromisso com as classes populares, com a intencionalidade de conscientizá-los sobre seus direitos. Surge a preocupação quanto à integração com órgãos governamentais, quanto à necessidade da interdisciplinaridade e quanto às possibilidades de o trabalho extensionista ser computado como estágio curricular, durante o período de férias. (NOGUEIRA, 2005)

Referências:

CARBONARI, Maria Elisa Ehrhardt; PEREIRA, Adriana Camargo. A extensão universitária no Brasil, do assistencialismo à sustentabilidade. Disponível em: <http://sare.unianhanguera.edu.br/index.php/reduc/article/viewFile/207/205>. Acesso em: 15/08/2011.

NOGUEIRA, Maria das Dores Pimentel. Políticas de extensão universitária brasileira. 1 ed. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2005.

Fichas do livro "Políticas de extensão universitária brasileira"


Ensaios de política de extensão universitária
Capítulo 1
NOGUEIRA, Maria das Dores Pimentel. Políticas de extensão universitária brasileira. 1 ed. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2005.

A extensão universitária surgiu na Inglaterra, no século XIX, com uma nova idéia de educação continuada, destinada à população adulta em geral que não estava na universidade. É através desse modelo europeu que o Brasil inicia essa atividade universitária, onde a antiga Universidade de São Paulo é apontada como a primeira instituição de ensino superior no país a desenvolver atividades de extensão. Nessa época de início no Brasil, as camadas populares praticamente ignoraram as atividades desenvolvidas na Universidade Popular, pois os temas abordados não eram de interesse da massa.
A extensão universitária nos EUA também influenciou as ações extensionistas das universidades brasileiras, na qual as influências inglesas foram os cursos, e a influência americana foi a prestação de serviços. O objetivo da extensão universitária no Brasil era o de difundir o conhecimento da universidade para a sociedade, para aquelas pessoas que não tinham acesso a ela, através de cursos e conferências com este objetivo. Pouco tempo depois da publicação do Decreto do Estatuto das Universidades Brasileiras, em 1931, várias instituições de ensino superior são criadas. Porém, essas atividades ficavam isoladas e dependentes do ensino e da pesquisa, limitando-se a divulgação de pesquisas direcionadas para uma camada privilegiada da população.
É no início da década de 1960 que percebemos uma primeira mudança nessa concepção. É quando aparecem ações de compromisso com as classes populares, com a intencionalidade de conscientizá-los sobre seus direitos. Surge a preocupação quanto à integração com órgãos governamentais, quanto à necessidade da interdisciplinaridade e quanto às possibilidades de o trabalho extensionista ser computado como estágio curricular, durante o período de férias.
Palavras-chave: extensão universitária, modelo europeu, influência americana, camadas populares, interdisciplinaridade.
Biblioteca FITS

O Plano de Trabalho de Extensão Universitária
Capítulo 2
NOGUEIRA, Maria das Dores Pimentel. Políticas de extensão universitária brasileira. 1 ed. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2005.

O CRUB, insatisfeito com o andamento da extensão universitária brasileira, após estudar dois novos programas – CRUTAC e Projeto Rondon – e identificar seus pontos comuns e diferentes, apresenta uma proposta de operacionalização da extensão universitária, que consistia basicamente na criação de uma Coordenação Nacional de Extensão Universitária, vinculada ao MEC, e uma Coordenação Nacional de Desenvolvimento, vinculada ao MINTER. Assim, à primeira coordenação cabia propor a política de extensão universitária nacional, traçando normas e diretrizes e acompanhando a execução dos trabalhos nas instituições. À segunda, cabia propor a política de desenvolvimento relacionada à extensão universitária e igualmente traçar normas, diretrizes e acompanhar os trabalhos. É então criada uma Coordenação de Atividades de Extensão – CODAE.
Em abril de 1975, o MEC divulga o Plano de Trabalho de Extensão Universitária, que contém dois elementos novos: a idéia de relação entre a extensão, o ensino e a pesquisa, e a idéia de comunicação entre universidades e sociedade, não mais no sentido de transmissão de conhecimento, mas de interlocução.





Palavras-chave: extensão universitária brasileira, CRUTAC, Projeto Rondon, MEC, CODAE, Plano de Trabalho de Extensão Universitária
Biblioteca FITS

Programa de fomento à extensão universitária - PROEXTE
Capítulo 3
NOGUEIRA, Maria das Dores Pimentel. Políticas de extensão universitária brasileira. 1 ed. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2005.

O Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras atuou na elaboração de duas políticas de extensão universitária, o Programa de Fomento à Extensão Universitária – PROEXTE e o Plano Nacional de Extensão Universitária, respectivamente em 1993 e em 1998. O PROEXTE apresenta-se como a prática acadêmica que interliga as ações de ensino e pesquisa com as demandas da sociedade, contribuindo para o compromisso universitário de transformação da sociedade. O programa considera que a extensão universitária deve ser desenvolvida sob a forma de programas, projetos e eventos, a partir dos órgãos acadêmicos das IES, através de ações sistematizadas, criando espaços para a divulgação, aplicação e desenvolvimento de pesquisas. A interdisciplinaridade é uma meta a ser buscada, considerando que ação extensionista relaciona-se com a realidade como um todo, facilitando o trabalho interdisciplinar.
A extensão visa interligar as atividades de ensino e pesquisa com as demandas da sociedade e assegurar o compromisso social da Universidade, através do comprometimento da comunidade universitária com os interesses e necessidades da sociedade organizada (sindicatos, órgãos públicos, categorias profissionais, organizações populares etc.). Essas atividades devem ser entendidas como iniciativas de caráter educativo, cultural, científico ou tecnológico, a exemplo de: cursos, fóruns, congressos, seminários, prestação de serviços e outros.




Palavras-chave: PROEXTE, interdisciplinaridade, transformação da sociedade, compromisso social, ensino e pesquisa.
Biblioteca FITS

Plano Nacional de Extensão Universitária
Capítulo 4
NOGUEIRA, Maria das Dores Pimentel. Políticas de extensão universitária brasileira. 1 ed. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2005.


A elaboração do Plano Nacional de Extensão ocorre em uma fase posterior às tentativas do Fórum junto ao MEC para manter o PROEXTE. A Comissão Nacional de Extensão, reunida em Brasília, em agosto de 1997, apresenta como uma de suas propostas a elaboração de um novo programa nacional de extensão das Universidades públicas brasileiras. Essa proposta passou a chamar-se Programa Universidade Cidadã, que embora aprovado, não apresentava consistência suficiente para constituir-se como proposta do Fórum para a extensão nas IES públicas brasileiras.
Foi definida então a elaboração do Plano Nacional de Extensão Universitária, no XII Encontro do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão, em 1997. Finalmente, em 1999, consegue-se a publicação do Plano pelo MEC. Esse Plano reafirma a extensão universitária como processo acadêmico definido e efetivado em função das exigências da realidade, indispensável na formação do aluno, na qualificação do professor e no intercâmbio com a sociedade. Dá prioridade às práticas voltadas para o atendimento de necessidades sociais emergentes, como educação, saúde, habitação, geração de empregos etc. Assim, tem-se hoje como princípio, que para a formação do profissional cidadão é imprescindível sua efetiva interação com a sociedade.



Palavras-chave: Plano Nacional de Extensão Universitária, Universidade Cidadã, MEC, necessidades sociais emergentes, interação com a sociedade;
Biblioteca FITS